Me perguntaram sobre o porquê de eu ter escolhido o jornalismo e simplesmente respondi: porque o jornalismo me deixa ser quem eu quero. Há regras na profissão, mas toda regra tem exceção.
Eu posso ser o personagem principal do texto ou até a folha ignorada caída no chão. Posso ser aquela gota da xícara do café da tarde ou a bactéria que está na xícara. Posso ser quantas de mim eu quiser e ao mesmo tempo posso ser ninguém. Posso ser vento que vem da maresia ou a tempestade de um furação. Posso ser mil e uma pessoas e ao mesmo tempo sem precisar ser alguém. Posso ser jornalista e cronista ou cronista sem ser jornalista porque gosto dessa coisa de ter que escrever para alguém ler e fazer senti-lo tocado e abraçado pelas palavras.
Gosto de ter que ir atrás de alguma notícia para passar para uma sociedade ou para um grupo, sei lá. Alguém que queira ver que gosto de ser importante, de fazer alguém se sentir importante, de registrar fatos, momentos, gestos.
Escolhi o jornalismo porque era isso que eu precisava para me completar. Amo acordar todos os dias para levar noticias às pessoas e busco fazer esse trabalho bem feito. Afinal, amar uma profissão igual a minha acontece uma vez só na vida. É como a primeira vez de uma pessoa, ficará marcado. É como um único amor ou coisas similares, que se tem apenas uma vez. Eu me identifico com as letras, com as palavras, amo os trechos, as frases, os parágrafos, os textos, o alfabeto. Enfim, amo saber que mesmo que eu não escreva nada com nada, sempre haverá um alguém para ler.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Jornalismo, amor que não se mede.
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